O detector de amônia é a primeira linha de defesa de quem opera NH₃ — e só protege se estiver lendo certo. A pergunta inevitável é: com que frequência calibrar?
A regra prática: 6 a 12 meses
Comece pelo manual do fabricante — ele define o intervalo de referência. Na prática do setor, a calibração de detectores de amônia fica entre 6 e 12 meses, com prazo menor quando o ambiente é agressivo:
- umidade alta e lavagem frequente (frigoríficos, abatedouros);
- variação térmica intensa na sala de máquinas;
- atmosfera com particulado ou outros gases.
Sensores eletroquímicos perdem sensibilidade com o tempo, e a sala de máquinas acelera essa deriva. O display continua mostrando números — só que errados.
O que importa não é a data: é o as-found
Mais relevante que a data no calendário é o valor as-found: o que o detector lê antes de qualquer ajuste, quando se aplica o gás padrão certificado. É esse número que mostra se o sensor derivou — e quanto.
Uma calibração bem feita registra:
- As-found — leitura atual contra o gás padrão;
- Ajuste — correção do sinal até coincidir com o padrão;
- Set-points de alarme — conferência dos níveis conforme a NBR 16069;
- As-left — leitura final, já ajustada.
Detector lendo certo, alarme em nível errado
Não adianta o sensor ler com precisão se o alarme dispara no nível errado. A calibração precisa incluir a conferência dos set-points e do intertravamento — caso contrário, o detector está certo e o sistema continua inseguro.
Faixas de referência da amônia
| Concentração | Significado |
|---|---|
| 25 ppm | Limite de exposição ocupacional (jornada) |
| 100 ppm | Irritação imediata — faixa típica de alarme |
| 300 ppm | Risco à vida e à saúde (IDLH) |
Certificado que vale para auditoria
O certificado precisa trazer valores as-found/as-left, rastreabilidade do gás padrão e ART de engenheiro — é o formato que auditorias de seguradora e de clientes exigem.
Quer saber se os seus detectores estão no prazo? Veja o serviço de calibração de detector de amônia ou fale com o engenheiro.